Tribuna do Norte - Dos onze principais reservatórios de água do Rio Grande do Norte, apenas
dois estão hoje com armazenamento superior ao registrado no mesmo
período do ano passado. A quadra chuvosa para o interior do Estado
praticamente acabou, e só estão sendo aguardadas precipitações no
litoral e agreste.
O açude Marechal Dutra (Gargalheiras) - localizado em
Acari e que abastece também o município de Currais Novos - está com
apenas 8,07% da sua capacidade e deve ter sobrevida, pelo menos, por
mais cinco meses – os dois municípios estão em racionamento. As medições
foram feitas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos
Hídricos (Semarh).
Nos últimos dois anos, o Estado conviveu com a estiagem. Sendo que 2013 foi considerado como o pior ano de seca dos últimos 50 anos. A perspectiva era que após o período de chuva, que acontece no interior do Estado de fevereiro a meados de Maio/Junho, os reservatórios de água, principal fonte para abastecimento humano, tivessem recuperação. Mas, isso não ocorreu (ver infográfico página 2).
“A situação hoje, está mais crítica do que estava no mesmo período de 2013. Porque a gente teve chuvas até interessantes no Estado, mas ela não conseguiu trazer uma recuperação da reserva hídrica dos açudes no RN”, declara Joana D’arc, coordenadora de Gestão de Recursos Hídricos da Semarh. No ano passado 21 cidades chegaram a colapsar no abastecimento pela falta de água nas reservas.
Nos últimos dois anos, o Estado conviveu com a estiagem. Sendo que 2013 foi considerado como o pior ano de seca dos últimos 50 anos. A perspectiva era que após o período de chuva, que acontece no interior do Estado de fevereiro a meados de Maio/Junho, os reservatórios de água, principal fonte para abastecimento humano, tivessem recuperação. Mas, isso não ocorreu (ver infográfico página 2).
“A situação hoje, está mais crítica do que estava no mesmo período de 2013. Porque a gente teve chuvas até interessantes no Estado, mas ela não conseguiu trazer uma recuperação da reserva hídrica dos açudes no RN”, declara Joana D’arc, coordenadora de Gestão de Recursos Hídricos da Semarh. No ano passado 21 cidades chegaram a colapsar no abastecimento pela falta de água nas reservas.
As precipitações de chuvas não foram suficientes para reabastecer a água
perdida nos anos últimos anos de seca. “Depois de um período tão longo
de seca, dois anos, onde você teve maior saída tanto pela evaporação,
quanto pelas atividades agrículas, e dado o valor armazenado, nos
devíamos ter, para recuperação total, uma precipitação em média no
Estado, acima de 1 mil milímetros de março até maio.
Se tivéssemos isso,
a maioria dos municípios teria apresentado uma recuperação plena”,
analisa Gilmar Bistrot, meterologista da Emparn. Com dados da Empresa de
Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), a chuva
observada entre janeiro e maio de 2014 em todo o Rn foi de 434,4 mm.


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