Por Miguel do Rosário. www.ocafezinho.com
O povo brasileiro agora vive um de seus
maiores desafios. Enfrentar a manipulação emocional de uma tragédia.
Eduardo Campos viveu, lutou e morreu. É um brasileiro cuja memória
merece ser respeitada.
Entretanto, temos aqui duas tragédias. A
primeira é a morte de um quadro político tão jovem. A segunda é: uma
eleição que vinha se desenvolvendo até aqui, de maneira relativamente
normal, com escândalos, pesquisas e debates, recebeu o impacto de um
fator externo que não tem nada a ver com política.
Os vampiros da mídia já começaram a
explorar o caso sem nenhum escrúpulo. Até mesmo Rachel Sheherazade, a
nazi-âncora do SBT, passou a ser Campos desde criancinha.
Para piorar, as redes encheram-se de
teorias de conspiração alimentadas pela direita. Alguns agressores
comportam-se como se a morte de Campos lhes franqueasse o direito de
xingar à vontade. O fator emocional, ou seja, o lado irracional, que
também é o lado da violência, ganha força.
E isso é péssimo para quem
deseja uma eleição pautada num debate esclarecido, baseado em fatos e
ideias. Diante de tanta exploração política, só me resta me aferrar ao bom senso, ao trabalho e à análise.
Vamos então recuperar as últimas pesquisas nas quais aparece o nome de Marina Silva no lugar de Eduardo Campos.
Sei que elas não refletem a nova
realidade, mas acho importante tê-las em vista para observarmos os
próximos movimentos desse jogo de xadrez.


Nenhum comentário:
Postar um comentário