A estatística foi revelada pelo juiz da 3ª Vara da Infância e da
Juventude de Natal, Homero Lechner, a partir da compilação dos números
feita pelas comarcas existentes no Estado. O magistrado considera o dado
extremamente preocupante, não somente pelo aumento vertiginoso de atos
infracionais graves cometidos por adolescentes, mas também porque não há
vagas nas unidades do sistema socioeducativo do RN para esse grande
número de jovens.
Elas vem sendo ampliadas, mas mesmo assim ainda são
insuficientes. Das 123 vagas existentes atualmente, 118 estão ocupadas,
restando apenas 18, de acordo com a Fundação Estadual da Criança e do
Adolescente (Fundac).
Por esse motivo, adolescentes sentenciados ao internato por crime de homicídio ou roubo qualificado estão em semiliberdade e até em liberdade (cumprindo pena de prestação de serviço à comunidade), enquanto não surgem vagas nos Centros de Educação (Ceduc).
Por esse motivo, adolescentes sentenciados ao internato por crime de homicídio ou roubo qualificado estão em semiliberdade e até em liberdade (cumprindo pena de prestação de serviço à comunidade), enquanto não surgem vagas nos Centros de Educação (Ceduc).
“Não há vagas de internação. E mesmo com o sistema funcionando
plenamente não haveria. Pra se ter uma ideia, só casos de homicídios
neste ano nós temos 174. Então, somos obrigados a mandar jovens com
perfil de violência para casa. Acontece que, em liberdade, logo eles
voltam a cometer crime”, diz o juiz Homero Lechner, que não tem dúvidas
de que, até o fim de 2014, a soma dos roubos e homicídios cometidos por
adolescentes no Rio Grande do Norte ultrapasse a marca de 1 mil.
Tribuna do Norte


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