A médica urologista Myriam Priscila de Rezende Castro,
34, condenada a seis anos de prisão em regime semiaberto por ter
mandado cortar o pênis do ex-noivo, perdeu o direito a deixar a prisão
durante o dia para trabalhar.
O juiz da Vara de Execuções Criminais de
Belo Horizonte Marcelo Augusto Lucas Pereira decidiu na sexta-feira (5)
que, como a médica tentou “ludibriar” a Justiça e não teria cumprido o
acordo de trabalho feito, ela perdeu o benefício. Em sua decisão, o juiz
afirmou que Castro “não merece qualquer tipo de crédito”.
“(A médica) não
estava mostrando comprometimento com o trabalho e tentou ludibriar a
Justiça”, afirmou o juiz na decisão. Ela está presa na Penitenciária
Feminina Estevão Pinto, em Belo Horizonte, desde abril deste ano,
condenada por mandar cortar o pênis do ex-noivo, que rompeu o casamento
três dias antes da cerimônia. O UOL não localizou o advogado de Castro
para comentar a decisão da Vara de Execuções.
Em sua decisão,
o juiz explicou que a médica foi autorizada a trabalhar 44 horas
semanais, recebendo um salário mínimo (R$ 724), de segunda-feira a
sábado, como secretária em um ONG. No entanto, a médica jamais
compareceu ao local de trabalho e, durante o período em que se ausentava
da prisão, procurou outro emprego.
Conseguiu uma
vaga de médica no programa de saúde da família em Ibirité, região
metropolitana de Belo Horizonte, e começou a atuar, mas não informou
isto à Justiça. Assim, após a repercussão do caso, semana passada, a
defesa da médica procurou a Vara de Execuções para informar que, desde 4
de agosto, a condenada atuava no programa da família e apresentou
documento que registra a presença da médica no trabalho, mas acabou
produzindo uma prova contra ela: o controle de registro de ponto revela
que a médica não frequenta regularmente o trabalho.
“O curioso disso
tudo é que ela mesma (a condenada) atestou não cumprir as horas de
trabalho na Prefeitura de Ibirité. Ela não tem evidentemente
responsabilidade com seus deveres”, disse o magistrado.
UOL


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