A empresária paulista Arlete Aparecida Ribeiro, de 47 anos, encontrada
morta na noite desta quinta-feira (13) dentro de uma pousada no bairro
de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal,
havia denunciado o próprio marido por ter queimado os documentos
pessoais dela para que ela não fosse embora para São Paulo. Segundo a
polícia, a queixa foi registrada há três meses na Delegacia do Cidadão.
Também se descobriu, segundo a queixa registrada, que Arlete havia
relatado ter medo do marido em razão deles estarem enfrentando problemas
financeiros.
O corpo de Arlete foi achado dentro de um depósito da pousada Varandas
da Praia, de propriedade do casal. A princípio, o caso foi tratado como
suicídio. Uma das peritas do Instituto Técnico-Científico de Polícia
(Itep), que esteve no local, desconfiou da situação e acionou a
Delegacia Especializada de Homicídios, a Dehom.
O delegado Roberto
Andrade esteve na pousada à noite e já na manhã desta sexta (14)
confirmou ao G1 que não descarta a possibilidade de a
empresária ter sido assassinada.
“O marido dela nos contou que o corpo
estava dependurado com um fio de ferro de passar roupas enrolado no
pescoço. Apesar das evidências de suicídio, não descartamos a
possibilidade de um homicídio”, ressaltou.
O marido de Arlete é o italiano Antônio Cinelli. O G1 ligou
para o telefone celular dele pela manhã e também nesta tarde. Nas duas
ocasiões, o estrangeiro disse que não vai comentar o caso.
Ainda de acordo com o delegado, Cinelli e o filho do casal, um garoto
de 10 anos, encontraram o corpo. “O menino procurou pela mãe. Como a
porta do depósito estava fechada e ela não respondia aos chamados, ele
pediu socorro ao pai.
O estrangeiro conseguiu abrir a porta e a
encontrou pendurada. Ele também disse que a mulher estava com os pés no
chão, numa situação de enforcamento incompleto, e que a colocou sobre um
colchão na tentativa de reanimá-la”, relatou.
“O que nos intriga, é o
fato de o fio estar amarrado em um cabide de plástico. A perícia vai
analisar se o material é forte o suficiente para suportar o peso do
corpo da vítima, dentre outras questões que precisam ser esclarecidas”,
acrescentou.
G1/RN


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