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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Presos abrem túneis desde 2001 na Penitenciária Estadual de Alcaçuz

 
Ao longo de 13 anos, um complexo de túneis levou mais de uma centena de presos que cumpriam pena na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, à liberdade ilegal. Uma caverna descoberta no início da semana passada pela direção da casa carcerária não é uma rota nova para fugas, mas a ampliação de uma estrutura cuja montagem diária pelos apenados remonta mais de uma década.

O primeiro túnel que se tem notícia foi descoberto no Pavilhão 1 de Alcaçuz em 2001, três anos depois de sua inauguração. Desde então, uma complexa teia de galerias clandestinas se formou embaixo daquele e dos pavilhões sem que nenhuma atitude enérgica quanto ao correto fechamento das estruturas fosse tomada por antigos e atuais secretários de Segurança Pública ou chefes do Executivo Estadual.

Desocupados dia e noite, pois pouco do que se pensou para a ocupação dos presos se concretizou, um trabalho paciente consumiu o esforço de aproximadamente 250 homens que cumpriram ou cumprem pena em uma das 36 celas do Pavilhão 1. Mesmo aqueles que não pretendiam fugir eram obrigados a escavar sob ameaça de morte. Os túneis se formaram, uniram celas e permitiram aos detentos uma livre e tranquila circulação clandestina pelas alas do Pavilhão referido.

A areia extraída do solo, cujo quantitativo exato não foi mensurado, era escondida no teto das alas, nos baldes de lixo, na tubulação da rede sanitária de esgoto e serve de pilar, através do “empacotamento” em camisetas, lençóis e sacos plásticos, das próprias escavações. 
 
Fonte: Tribuna do Norte 
 
 

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