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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Presos faltaram a 641 audiências por falta de escolta na Grande Natal


A falta de pessoal e veículos para a escolta de presos causou o cancelamento de 641 audiências no ano passado na Grande Natal. Os dados são do Grupo de Escolta Penal (GEP), vinculado à Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania e responsável pelo transporte de detentos para diversos fins. Os cancelamentos repercutem em atrasos nos processos e chegam a causar a soltura de presos, conforme explicou o juiz da Vara de Execuções Penais do Rio Grande do Norte, Henrique Baltazar.

A escolta do GEP foi solicitada no ano passado para 4.405 audiências, das quais 3.336 foram cumpridas. O diretor administrativo do grupo, Joelson Galúcio, explica que as demais escoltas não aconteceram por dois motivos: o cancelamento das audiências por parte do judiciário ou a falta de condições para o acompanhamento dos detentos. 

"Cumprimos 75% da demanda. O restante o judiciário cancelou ou aconteceu de não podermos escoltar por falta de pessoal ou carro", afirma.

Em 2015, a média de 75% de cumprimento da demanda foi mantida. Das 147 escoltas solicitadas, 111 foram realizadas. Das que não aconteceram, 18 tiveram como motivo de cancelamento a falta de pessoal e veículos.

"São 31 homens, quatro carros cela - dois estão quebrados há um mês - e um carro de passeio. Isso para atender as escoltas para audiências, transferências de presos, além do transporte para exames médicos, pagamentos, e também trabalhamos no apoio contra rebeliões nas unidades", acrescenta Galúcio.

As audiências dos presos, segundo o diretor administrativo, são priorizadas. "No geral sim. Muda em casos emergenciais, como transferência de presos perigosos ou que estão planejando fugas, e em casos de rebelião. Destampamos um buraco e abrimos outro", afirma Galúcio.

O G1 tentou contato com a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania e a assessoria de comunicação do governo, mas não obteve um posicionamento. O coordenador de Administração Penitenciária do estado, Leonardo Freire, estava em uma reunião em Brasília para tratar a política nacional do sistema prisional e não pode responder aos questionamentos.

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