Um torcedor desavisado poderia achar que se tratava de uma partida do
Campeonato Paulista. Estádio acanhado, pouco público, um dos times
trajando camisa com uma faixa na diagonal (Ponte Preta?). Mas do outro
lado estava o Corinthians. E falar de Corinthians, hoje, é falar em
Libertadores. Com competência e tranquilidade, o Timão contou com gol de
Guerrero, de volta à competição após três jogos de suspensão, para
superar o Danubio (URU) por 2 a 1 nesta terça-feira, no Uruguai, e
seguir 100% na competição em que se acostumou a vencer.
Mais:
sem sofrer. O gol no fim, em um dos únicos vacilos, freou a sequência
de seis jogos sem levar gols - o último tinha sido contra o Ituano (1 a
1), no dia 22 de fevereiro, pelo Paulistão. Na Libertadores, apenas dois
tentos sofridos, contra o Once Caldas (COL), ainda na pré. Mérito
demais da zaga, coroado pelo gol do bom Felipe, que decretou a vitória
tirando proveito de seu momento iluminado. No fim, Barreto, em boa
arrancada, diminuiu para os uruguaios. Nada demais.
Tudo de bom
aconteceu no segundo tempo. Quase tudo, não fosse pelo pênalti
desperdiçado por Renato Augusto, aos 17 minutos. De volta após se
recuperar de lesão, o meia teve boa atuação, mas isolou a bola e jogou
fora a chance de abrir o placar. Elias sofreu a penalidade cometida pelo
zagueiro González, que já havia derrubado Guerrero na área no primeiro
tempo.
O lance no camisa 9 refletiu o que foi a etapa inicial.
Jogo truncado, até chato, ao melhor estilo Campeonato Paulista. Apenas
Sheik parecia ter o espírito da competição sul-americana, se
movimentando, brigando, criando. Dos pés dele saíram as poucas chances
do Timão.


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