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sexta-feira, 13 de março de 2015

Incidência de dengue é maior no RN

 

O mapa da dengue divulgado ontem pelo Ministério da Saúde  mostra que o Rio Grande do Norte foi o Estado nordestino com maior incidência de dengue no primeiro bimestre de 2015, com 90,9 casos por 100 mil habitantes. 

O número é duas vezes maior que o de 2014 no mesmo período, 45,5. No ranking nacional, o RN aparece em sétimo. O Acre vem em primeiro, com 695,4, e é seguido por Goiás, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná.

No Nordeste, o segundo colocado é o Ceará, com 57,4 e em seguida vem Alagoas, apresentando 53,3. Piauí tem menos casos, com 15,0 a cada 100 mil moradores.

O relatório mostra que Natal, que está em surto epidêmico, foi a única capital do Nordeste que não enviou o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de janeiro e fevereiro para o Ministério. Dezesseis municípios encaminharam seus dados: Brejinho, Caicó, Campo redondo, Carnaúba dos Dantas, Cruzeta, Currais Novos, Florânia, Jaçanã, Jardim do Seridó, João Câmara, Mossoró, Parelhas, Parnamirim, Santa Cruz, São José de Mipibu e Tenente Laurentino Cruz.

A participação dos municípios não é obrigatória, mas o Ministério considera indispensável pois é considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle das doenças. O LIRAa leva em consideração a porcentagem de casas visitadas com larvas do mosquito transmissor da dengue e da Chikungunya. Ele identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor das doenças e os tipos de recipientes com água parada, que servem de criadouros mais comuns. 

A pesquisa proporciona informação qualificada para atuação das prefeituras nas ações de prevenção e controle, permitindo a mobilização de outros setores, além das secretarias de saúde, como os serviços de limpeza urbana e abastecimento de água.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública informou que Natal ainda não fez LIRAa este ano, mas tem feito outros levantamentos. O secretário de Saúde de Natal, Luís Roberto Fonseca, explicou que os dados são obtidos pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação, o Sinam, que é online e  atualizado diariamente. 


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