O
Jornal de Hoje também destacou que, para a juíza Cristiany Maria de
Vasconcelos Batista, ficou suficientemente demonstrado que a prisão de
Flávio Veras é importante para a ordem pública e a continuidade
processual e que o afastamento de alguns funcionários públicos ligados
ao ex-prefeito é necessário para a continuidade processual.
Contudo, a
juíza não decidiu apenas isso. Ela determinou também que empresários e
bandas locais e regionais devem ser proibidas de fechar contratos com o
ente público municipal e estadual, dada a participação delas nas
“sangrias dos recursos públicos”.
“As contratações envolvendo os aqui representados vinham sendo feitas
ao longo dos anos e se repetiam a cada evento festivo, mesmo depois das
medidas decorrentes da Operação Máscara Negra, que parecem não ter
servido para coibir os ilícitos.
Ademais, os altos valores
superfaturados (contratações com sobrepreço de até 1000%), também pelo
que emerge dos autos, e a manipulação dos processos licitatórios, deixam
entrever que as medidas são necessárias para impedir que os ilícitos se
repitam ou mesmo que provas venham a ser destruídas”, justificou a
juíza.

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