Além da prisão do ex-prefeito de Macau, Flávio Veras, as
investigações da Operação Máscara Negra resultaram na proibição das
empresas envolvidas de serem contratadas pelo poder público. Durante
entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (23), o
Procurador-Geral de Justiça Adjunto (PGJA) do Ministério Público do Rio
Grande do Norte (MPRN), Jovino Pereira, disse que foi a reiterada
prática de crimes como peculato, desvio de verbas públicas e ausência de
licitação que resultaram no pedido de prisão de Flávio Veras.
Segundo apurado pelo MPRN, Flávio Viera Veras seria o grande mentor e
articulador dos esquemas criminosos de desvio de dinheiro público de
Macau estando no topo da cadeia por ter exercido o cargo de prefeito
durante dois mandatos (2005/2008 e 2009/2012) e ter influência direta na
atual administração municipal. Seria ele também o principal responsável
pelas contratações das bandas que tocaram durante a sua gestão e também
nos anos de 2013 e 2014 além do carnaval deste ano.
“As acusações de agora são todas relativas ao Carnaval de 2011, com
uma cifra de R$ 1,515 milhão. No entanto, as investigações sobre a
realização de outras festas promovidas em Macau continuam sendo
investigadas”, explicou a promotora Isabel Menezes, que iniciou o
processo de investigações ao obter informações de que os contratos das
bandas estavam em valores muito elevados – o que lançou suspeita de
superfaturamento. As investigações do MPRN também se estendem aos
eventos promovidos na cidade de Guamaré.

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