"Todas as cadeias do Rio Grande do Norte vão derrubar as grades". O
recado foi dado pelos presos do sistema penitenciário potiguar em um
vídeo gravado durante a onda de rebeliões que vem acontecendo nos
presídios do estado. Nas imagens, gravadas de dentro de unidades
prisionais, os detentos exigem a saída da diretora da Penitenciária
Estadual de Alcaçuz, Dinorá Simas. A penitenciária, localizada em Nísia
Floresta, é a maior unidade prisional do estado e apontada como foco do
início dos motins desencadeados desde a semana passada.
Os presos afirmam que iniciaram as rebeliões por não terem sido
ouvidos, falam sobre maus tratos a detentos e familiares, e reclamam de
erros na data-base presente na guia de execução penal. A data é
computada para o detento sair do regime fechado para o semi-aberto e do
semi-aberto para o aberto. "A gente esperou até hoje aí, as
reinvindicações não foram ouvidas, os presos se revoltaram aí com a
nossa situação. É fora Dinorá, entendeu? As grades já foram arrancadas.
Nós só vamos parar quando Dinorá tiver fora do sistema e quando for
retirada essa data-base", diz um dos detentos nos vídeos.
"Estamos fazendo apenas algo para sermos lembrados e não abandonados
pela Justiça. Essa é a única maneira da sociedade saber que nós
existimos e que estamos vivendo como animais amontoados dentro dos
presídios", continua o detento, que lê um texto escrito em um pedaço de
papel.
Rebeliões
As rebeliões nos presídios começaram na última quarta-feira (11) e continuaram na quinta (12), sexta (13) e nesta segunda-feira (16). Um total de sete unidades prisionais tiveram as grades e celas destruídas pelos apenados. A situação levou o governo a exonerar o secretário de Justiça e Cidadania, Zaidem Heronildes, e a decretar situação de calamidade no sistema prisional.
Foram alvos de ataques o Centro de Detenção Provisória do Potengi, na
Zona Norte; o Centro de Detenção Provisória da Ribeira, na Zona Leste de
Natal; a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; a
Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP); o Complexo Prisional João
Chaves, na Zona Norte; o Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato,
na Zona Norte; e o Centro de Detenção Provisória (CDP) da Zona Norte.
As rebeliões nos presídios começaram na última quarta-feira (11) e continuaram na quinta (12), sexta (13) e nesta segunda-feira (16). Um total de sete unidades prisionais tiveram as grades e celas destruídas pelos apenados. A situação levou o governo a exonerar o secretário de Justiça e Cidadania, Zaidem Heronildes, e a decretar situação de calamidade no sistema prisional.



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