Falta manutenção e até comida. Na despensa, apenas sal, colorau e muita
poeira. As Casas do Estudante estão há quatro meses sem receber
qualquer repasse do Governo do Estado. As razões são burocráticas: o
descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em
2009. Dentre as obrigações das casas, estão a reformulação do estatuto e
a prestação de uma série de informações à Secretaria de Estado do
Trabalho e da Habitação (Sethas), para que a pasta dê continuidade à
licitação para compra de insumos.
Atualmente, são duas Casas em Natal, duas em Caicó e uma em Mossoró. A
unidade masculina da capital potiguar, situada à Rua Coronel Lins
Caldas, Cidade Alta, que tem cerca de 80 moradores, parece ser a pior - a
que está em situação mais degradante. O prédio, que é tombado, mostra
sinais de abandono, externamente, e internamente, em cada compartimento o
estado é de completa desolação e penúria.
Pelo estatuto, cada morador dá uma contribuição de R$ 25 por mês. Normalmente, esse dinheiro é dividido entre os que ajudam na cozinha, limpeza e administração da casa. Em geral, ex-moradores. Mas, de acordo com o estudante Washington Luiz, a arrecadação deixou de ser feita, com o fim do repasse do Governo. Assim, até mesmo essas pessoas que auxiliavam nos serviços pararam de ir à casa.
Washington é de Caicó, estuda Comércio Exterior no IFRN e mora no espaço de assistência social há três anos. “O último repasse foi em novembro”, lembra, mostrando a antiga câmara fria, vazia e mal cheirosa.
Pelo estatuto, cada morador dá uma contribuição de R$ 25 por mês. Normalmente, esse dinheiro é dividido entre os que ajudam na cozinha, limpeza e administração da casa. Em geral, ex-moradores. Mas, de acordo com o estudante Washington Luiz, a arrecadação deixou de ser feita, com o fim do repasse do Governo. Assim, até mesmo essas pessoas que auxiliavam nos serviços pararam de ir à casa.
Washington é de Caicó, estuda Comércio Exterior no IFRN e mora no espaço de assistência social há três anos. “O último repasse foi em novembro”, lembra, mostrando a antiga câmara fria, vazia e mal cheirosa.
Tribuna do Norte


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