As
operadoras de internet, especialmente as que oferecem serviços de banda
larga no Brasil, divulgam planos com velocidades medidas em “mega”. A
questão é que esse “mega” não é exatamente o que parece. Ao ouvir essa
palavra, o consumidor pode pensar que, por exemplo, fará downloads com
uma velocidade de 10 megabytes por segundo. Mas não é bem isso que
acontece.
A unidade de medida de transmissão de dados é o megabit. Atente-se
especialmente ao B maiúsculo na sigla MB e ao minúsculo na abreviação
Mbps. O termo “mega” é apenas um prefixo que significa “um milhão” e não
quer dizer nada sozinho. Da mesma forma que Kilo (Kilograma, Kilômetro,
Kilobyte, KiloHertz)
Vamos manter o foco nos bits e bytes. Um byte é composto por oito
bits. Ou seja, por conta disso, a internet da sua casa é oito vezes mais
lenta do que você imagina se você estiver pensando em megabytes,
unidade de grandeza mais comum na web.
O linguajar técnico usado pelos
provedores de internet está correto, porém, ele pode causar essa
confusão de conceitos. Vale notar que, na grande maioria das vezes, a
sigla Mbps está presente nas peças publicitárias.
Por exemplo, com uma internet de 10 Mbps, você poderá fazer downloads
a, no máximo, 1,25 MB a cada segundo. Já em uma rede de fibra óptica de
50 Mbps, os arquivos poderão vir da web a, aproximadamente, 6,125 MB
por segundo.

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