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quinta-feira, 16 de abril de 2015

RN arquiva 66% das investigações

 
Dos inquéritos de homicídios ocorridos até 2007 e revisados, 33% foram encaminhados à Justiça com indicação do possível autor

O Rio Grande do Norte é o quarto estado brasileiro que menos solucionou crimes de homicídio de autoria desconhecida praticados até 31 de  dezembro de 2007. Dos 1.171 inquéritos investigados dentro da Meta 2 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), que incluem os crimes com tal perfil, 673 foram finalizados, correspondendo a 57,5% do estoque inicial. 

Deste montante, porém, 66% foi arquivado sem a indicação do possível autor do homicídio à Justiça e 33% foram encaminhados à justiça com oferecimento de denúncia. No Brasil, o índice de arquivamento de inquéritos relativos aos crimes dolosos – com intenção de matar – chega a 78%, conforme dados do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) recentemente atualizados. 

Após enviar agentes investigadores da Força Nacional para o estado potiguar ainda em 2011 para reforçar o cumprimento da Meta 2, a previsão da Enasp era de que, pelo menos, 90% dos inquéritos potiguares fossem concluídos até junho de 2012. Não restasse o atraso de quase três anos em relação ao prazo inicialmente determinado, a última movimentação nos inquéritos relativos à Meta 2 localmente ocorreu em fevereiro passado. O estoque atual é de 498 processos em tramitação  entre a Delegacia de Homicídios e a Promotoria Criminal do Ministério Público Estadual, responsável pelo oferecimento das denúncias ao Judiciário.

Indagado sobre o elevado percentual de arquivamento de inquéritos sem a elucidação do crime, a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual informou, à TRIBUNA DO NORTE, que o órgão “tem apresentado ações contínuas que evidenciam o comprometimento institucional com o cumprimento da Meta 2 – Enasp”. Não foram detalhadas, porém, que “ações” são essas, visto que, o percentual de denúncias ofertadas à Justiça é exatamente a metade do volume de inquéritos baixados para arquivamento. Em nota, o órgão ministerial ressaltou que somente promove “o arquivamento dos inquéritos policiais após assegurar a realização de investigações mínimas em cada caso”.  

Tribuna do Norte



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