Cerca de 3,5 mil quilômetros separam o Sertão Potiguar da Serra
Catarinense, mas o jornalista e cineasta Fernando Leão coloca as duas
regiões lado a lado em um documentário com pré-estreia amanhã em Lages. O
longa-metragem Da Serra ao Seridó - Vivências em um Brasil de
Contrastes apresenta os dois locais a partir da memória dos seus
próprios habitantes.
Fui ministrar uma oficina de vídeo em Caicó (RN) e fiquei impressionado em ver como a maneira acolhedora e calorosa de receber é muito parecida com o jeito serrano - conta Leão, nascido em Lages.
A empatia imediata despertou a vontade de percorrer cidades do semiárido nordestino (Caicó, Currais Novo, Acari e Cruzeta) e da região serrana do Estado (Lages, Capão Alto, Coxilha Rica e Urubici) registrando histórias de quem tem forte ligação com a terra onde vive. A curandeira Maria, de Acari, e o benzedeiro Antídio, de Urubici - figuras de um Brasil que ainda conserva antigas tradições para tratar do corpo e da alma -, são alguns dos personagens. Inicialmente a ideia era produzir um curta, mas a riqueza do material captado impôs ao diretor mais tempo para ser contada. Após três anos de gravação e pós-produção, o trabalho chega ao público com duração de 90 minutos.
- É um filme artesanal, foi gravado com uma única câmera e equipe pequena. Passamos uma semana e meia no sertão e o mesmo tempo na serra. Conseguimos retratar as semelhanças, como a arte das paisagens locais, os curandeiros e as histórias das pessoas; e o contraste, como o clima tão diferente. Gosto de mostrar o interiorzão do país em meus trabalhos - afirma o cineasta, que desde o fim dos anos 90 produz e dirige para cinema e televisão.
Leão assina a direção, a fotografia e a montagem da obra e contou com o apoio de Lourival Andrade Jr., historiador e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), para as gravações na região do Seridó. O roteiro foi se construindo ao longo das andanças da equipe, que muitas vezes chegava às casas sem dar aviso, mas rapidamente engatava uma longa conversa com os moradores.
O resultado será apresentado no Cine Marrocos, uma das mais antigas e belas salas de cinema do Estado. Após a exibição em Lages, o documentário seguirá para o circuito de festivais de cinema.
Fui ministrar uma oficina de vídeo em Caicó (RN) e fiquei impressionado em ver como a maneira acolhedora e calorosa de receber é muito parecida com o jeito serrano - conta Leão, nascido em Lages.
A empatia imediata despertou a vontade de percorrer cidades do semiárido nordestino (Caicó, Currais Novo, Acari e Cruzeta) e da região serrana do Estado (Lages, Capão Alto, Coxilha Rica e Urubici) registrando histórias de quem tem forte ligação com a terra onde vive. A curandeira Maria, de Acari, e o benzedeiro Antídio, de Urubici - figuras de um Brasil que ainda conserva antigas tradições para tratar do corpo e da alma -, são alguns dos personagens. Inicialmente a ideia era produzir um curta, mas a riqueza do material captado impôs ao diretor mais tempo para ser contada. Após três anos de gravação e pós-produção, o trabalho chega ao público com duração de 90 minutos.
- É um filme artesanal, foi gravado com uma única câmera e equipe pequena. Passamos uma semana e meia no sertão e o mesmo tempo na serra. Conseguimos retratar as semelhanças, como a arte das paisagens locais, os curandeiros e as histórias das pessoas; e o contraste, como o clima tão diferente. Gosto de mostrar o interiorzão do país em meus trabalhos - afirma o cineasta, que desde o fim dos anos 90 produz e dirige para cinema e televisão.
Leão assina a direção, a fotografia e a montagem da obra e contou com o apoio de Lourival Andrade Jr., historiador e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), para as gravações na região do Seridó. O roteiro foi se construindo ao longo das andanças da equipe, que muitas vezes chegava às casas sem dar aviso, mas rapidamente engatava uma longa conversa com os moradores.
O resultado será apresentado no Cine Marrocos, uma das mais antigas e belas salas de cinema do Estado. Após a exibição em Lages, o documentário seguirá para o circuito de festivais de cinema.



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