Após
o êxito de projeto-piloto realizado em parceria com a Universidade de
São Paulo (USP), o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da
Silva (Inca), do Ministério da Saúde, passa a ter um ambulatório
específico para tratamento de doentes com câncer de pele não agressivo,
utilizando a terapia fotodinâmica.
O tratamento com o novo medicamento começa no dia 3 de junho, e
funcionará sempre às quartas-feiras. O chefe da Seção de Dermatologia do
Inca, Dolival Lobão, informou hoje (26) que a principal vantagem da
terapia fotodinâmica é tratar o câncer de pele sem invasão, ou seja, sem
cortar o paciente. “Não tem bisturi”, afirmou.
Segundo o médico, é espalhado um creme no local afetado, que é
absorvido pelas células cancerosas. Em seguida, as lesões são expostas a
uma luz especial. Por meio de um processo de reação fotoquímica,
somente as células cancerosas que receberam o creme são destruídas.
“Tem
uma destruição seletiva do câncer. A grande vantagem é que você destrói
só as células cancerosas”, explicou. Em comparação ao tratamento
invasivo, que abrange a cirurgia clássica, a vantagem da terapia
fotodinâmica é que não precisa dar uma margem de pele sadia.

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