Alexsandro, preso assassinado
Um suposto desentendimento entre dois apenados no presídio Rogério
Coutinho Madruga, o chamado Pavilhão 5 de Alcaçuz, terminou com a morte
de um detento suspeito de liderar a onda de rebeliões no sistema
penitenciário do Rio Grande do Norte e de integrar o Primeiro Comando da
Capital (PCC). A briga teria ocorrido por volta das 8h30 de ontem, 10,
quando os presos tomavam banho de sol no pátio da unidade prisional.
Alexsandro Teodósio da Silva Pessoa, 30, que cumpria pena por homicídio e
tráfico de drogas, acabou sendo assassinado. Ele sofreu 13 estocadas
desferidas com um objeto perfurante. O fato do morto ter sido ligado ao
PCC levou o diretor do presídio, Ivo Freire, a cogitar, num primeiro
momento, que o motivo do crime estivesse ligado a uma rixa entre facções
criminosas rivais, mas várias testemunhas lhe contaram que o homicídio
começou com um desentendimento casual.
Um preso assumiu o crime, porém seu nome não foi revelado porque ainda
não há comprovação de que realmente tenha sido ele o autor. O caso ainda
será investigado. O episódio gerou um princípio de motim, mas, segundo
Ivo Freire, a situação foi rapidamente controlada pelos próprios agentes
penitenciários. Mesmo assim, o diretor do Pavilhão 5 de Alcaçuz
solicitou a intervenção da Força Nacional, do Batalhão de Operações
Especiais (Bope) e do Grupo de Operações Especiais dos agentes
penitenciários (Goe), além do helicóptero Potiguar 1, da Secretaria de
Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).
“Ainda não fazíamos ideia do motivo nem da dimensão que o princípio de rebelião poderia vir a ter. Temíamos principalmente que ela atingisse os outros quatro pavilhões de Alcaçuz, onde estava havendo visita íntima”, contou Ivo Freire.
“Ainda não fazíamos ideia do motivo nem da dimensão que o princípio de rebelião poderia vir a ter. Temíamos principalmente que ela atingisse os outros quatro pavilhões de Alcaçuz, onde estava havendo visita íntima”, contou Ivo Freire.
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