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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Líder de rebeliões é morto a facadas dentro de presídio na Grande Natal

Alexsandro, preso assassinado 
Alexsandro, preso assassinado

Um suposto desentendimento entre dois apenados no presídio Rogério Coutinho Madruga, o chamado Pavilhão 5 de Alcaçuz, terminou com a morte de um detento suspeito de liderar a onda de rebeliões no sistema penitenciário do Rio Grande do Norte e de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC). A briga teria ocorrido por volta das 8h30 de ontem, 10, quando os presos tomavam banho de sol no pátio da unidade prisional. 

Alexsandro Teodósio da Silva Pessoa, 30, que cumpria pena por homicídio e tráfico de drogas, acabou sendo assassinado. Ele sofreu 13 estocadas desferidas com um objeto perfurante. O fato do morto ter sido ligado ao PCC levou o diretor do presídio, Ivo Freire, a cogitar, num primeiro momento, que o motivo do crime estivesse ligado a uma rixa entre facções criminosas rivais, mas várias testemunhas lhe contaram que o homicídio começou com um desentendimento casual.    

Um preso assumiu o crime, porém seu nome não foi revelado porque ainda não há comprovação de que realmente tenha sido ele o autor. O caso ainda será investigado. O episódio gerou um princípio de motim, mas, segundo Ivo Freire, a situação foi rapidamente controlada pelos próprios agentes penitenciários. Mesmo assim, o diretor do Pavilhão 5 de Alcaçuz solicitou a intervenção da Força Nacional, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Grupo de Operações Especiais dos agentes penitenciários (Goe), além do helicóptero Potiguar 1, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).

“Ainda não fazíamos ideia do motivo nem da dimensão que o princípio de rebelião poderia vir a ter. Temíamos principalmente que ela atingisse os outros quatro pavilhões de Alcaçuz, onde estava havendo visita íntima”, contou Ivo Freire.   

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