Agentes penitenciários apreenderam na manhã deste domingo (21) um
aparelho celular, 18 trouxinhas de maconha, dois chips e um fone de
ouvido - objetos que foram arremessados de dentro da Pentienciária
Estadual de Alcaçuz para o pátio do Presídio Rogério Coutinho
Madruga. Um muro e uma cerca – com menos de dez metros de distância –
dividem as duas unidades, que ficam localizadas em Nísia Floresta, na Grande Natral.
Segundo o agente penitenciário Ivo Freire, diretor do Presídio Rogério
Coutinho Madruga, um aparelho celular chega a valer R$ 3 mil dentro da
unidade. "Um telefone como este que foi apreendido, tipo smartphone,
vale uns R$ 3 mil. Aqui dentro, que a segurança é mais reforçada que em
Alcaçuz, um pacote de fumo de rolo custa até R$ 300", revelou o diretor.
Ainda de acordo com Ivo Freire, a apreensão feita neste domingo foi a
quarta já realizada pelos agentes este ano. No dia 9 deste mês, presos do Pavilhão 4 de Alcaçuz abriram um buraco sob o muro da quadra, saíram do pavilhão e foram até a beira da cerca.
Do lado de fora, um policial militar da Força Nacional percebeu a
movimentação e avisou o comando da guarda. Um dos guariteiros recebeu a
comunicação e fez um disparo de advertência. Assustados, os detentos
retornaram para dentro do pavilhão.
Interdições
Interdições
No dia 26 de maio, o juiz Ricardo Arbex, da comarca de Nísia Floresta,
determinou que as direções de Alcaçuz e do Rogério Coutinho Madruga não recebam novos presos até que seja atingida a capacidade de cada unidade.
A decisão foi baseada em um requerimento ministerial que foi feito a
partir de estudos e vistorias que constataram superlotação nas prisões.
Alcaçuz tem capacidade para 620 presos e está atualmente com 1 mil
apenados. Já o Presídio Rogério Coutinho Madruga, tem 402 vagas e 490
apenados. Na decisão, o juiz estabeleceu uma multa de R$ 1 mil "ao
diretor do estabelecimento prisional e ao coordenador do sistema
prisional por cada apenado que ingresse sem a devida autorização
judicial".
Alcaçuz também registra as maiores fugas de presos da história do Rio Grande do Norte.
Em janeiro de 2012, 41 presos fugiram do chamado Pavilhão 5.
Posteriormente, a unidade foi denominada de Presídio Rogério Coutinho
Madruga. Já em abril deste ano, Alcaçuz registrou mais duas fugas em
massa. Na primeira, no dia 6, fugiram 32 presos. Depois, no dia 22,
escaparam 35.



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