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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Fred cobra R$ 9,46 milhões da Unimed por atraso em direitos de imagem

 

Frederico Chaves Guedes, que em campo com a camisa tricolor atende por Fred, está cobrando R$ 9,46 milhões da antiga parceira do Fluminense, a Unimed, que pagava a maior parte dos seus vencimentos em um contrato de cessão de direitos de imagem. O processo corre em segredo de Justiça. O Fluminense e a Unimed romperam a parceria no fim do ano passado e, desde então, a empresa teria parado de efetuar o pagamento das parcelas acordadas. Uma multa em contrato ainda fez com que o valor em atraso praticamente dobrasse, chegando ao montante cobrado pelo jogador.

A inicial da ação aponta que em 5 de março de 2009 foi celebrado um contrato de cessão dos direitos de imagem do jogador para a Unimed, que determina o pagamento de 61 parcelas mensais a partir do dia 12 daquele mesmo mês. Houve dois aditivos, com extensão do prazo de licenciamento até 10 de janeiro de 2016 e pagamento total de 83 parcelas mensais a partir de alteração de cláusula em 20 de março de 2013. Os advogados do atleta alegam que desde dezembro de 2014 a Unimed parou de pagar as parcelas, e que a soma dos valores em atraso com encargos e multa corresponde a R$ 4.910.284,13.

Ocorre que uma multa estipulada em contrato dobra o valor. O parágrafo único da cláusula nona diz: "Na hipótese de atrasos injustificados por período igual ou superior a três meses, sem prejuízo da aplicação da sanção moratória prevista no caput desta cláusula, a contratada poderá das esta contratação por rescindida por culpa exclusiva da contratante, ficando esta sujeita a multa correspondente a 100% do saldo remanescente do contrato". Desta forma, é cobrado um total atualizado de R$ 9.460.284,13, com solicitação de penhora online de contas da Unimed caso o pagamento não seja efetuado.

O rompimento entre a Unimed e o Fluminense aconteceu em 10 de dezembro de 2014 por dificuldades financeiras da patrocinadora, que injetou dezenas de milhões de reais no futebol tricolor ao longo de 15 anos. Diversos jogadores tricolores tinham boa parte dos vencimentos bancados pela entidade. No mesmo mês do rompimento já pipocavam na mídia notícias sobre atrasos nos pagamentos e o presidente da Unimed, Celso Barros, declarou:

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