O delegado Olavo Dantas Medeiros, preso nesta quarta-feira (8), suspeito de participação em um esquema de desvio de recursos do Ipern,
está sendo custodiado sozinho em uma cela da Delegacia Especializada em
Armas, Munições e Explosivos (Dame), em Natal. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (Degepol) também designou um agente penitenciário para vigiar exclusivamente o delegado.
De acordo com o assessor de comunicação da Degepol, Gustavo Mariano, o
delegado está sendo mantido em separado dos demais presos em razão de
sua função. “Como ele já prendeu, por ser delegado, ele não poderia ser
mantido com outros presos, por isso foi levado a Dame”, informou
Mariano.
Ainda de acordo com o assessor, os outros quatro presos, suspeitos de
participação no esquema estão sob custódia da Coordenadoria de
Administração Prisional (Coape) e alocados em unidades do sistema
prisional do estado.
Em entrevista concedida ao G1, o advogado do delegado, Anesio Ramos, afirmou que Olavo alega inocência e que não sabia que se tratava de uma fraude.
“Ele afirma categoricamente de que não sabia que se tratava de uma
fraude. Inclusive, é interessante observar se realmente era uma fraude.
Primeiro precisa se provar de que se tratava de uma fraude e depois
disso provar de que ele participava dela”, disse o advogado.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte acredita que o esquema seja
bem maior e investiga indícios de fraudes em pelo menos 30 pensões por
morte pagos pelo Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do RN
(Ipern).
De acordo com as investigações, conduzidas pelos delegados Laerte
Jardim e Aldo Ribeiro, uma das fraudes foi comprovada e motivou os
mandados de prisão e de busca e apreensão cumpridos. A pensão é de um
ex-auditor fiscal do Estado, falecido em 2010. O filho do ex-funcionário
público foi um dos detidos como suspeito pelo crime.

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