Durante coletiva, promotora afirmou que cerca de 20 mil cheques
foram analisados durante as investigações (Foto: Divulgação/MPRN)
O Ministério Público do Rio Grande do Norte
(MPRN) detalhou, em coletiva à imprensa realizada na tarde desta
quinta-feira (20), que aproximadamente 100 pessoas estavam na folha de
pagamento da Assembleia Legislativa do estado no esquema de desvio de
recursos investigado na operação 'Dama de Espadas', deflagrada na manhã
desta quinta. De acordo com o MP, o valor contabilizado em favor dos
investigados é de R$ 5.526.167,26.
Ainda de acordo com o Ministério Público Estadual, os nomes que constam
nos cerca de 20 mil "cheque-salário" utilizados para movimentar as
quantias do esquema eram, na maioria, de pessoas com vínculo com outras
empresas. Também foram observados nomes de pessoas que residem em outros
estados.
Durante a coletiva, a promotora de Justiça Keiviany Sena explicou que a
investigação foi iniciada em 2009 com base em informações relatadas ao
MP, bem como a partir do relatório do Conselho de Controle de Atividades
Financeiras (Coaf), que apontava para operações financeiras atípicas na
Assembleia Legislativa. Para as investigações foi feito um recorte para
identificar a forma como agia o grupo, semelhante ao pagamento de
salários do caso que ficou conhecido como "Máfia dos Gafanhotos". O
recorte feito para a investigação analisou o período entre os anos de
2006 a 2011.
Ainda de acordo com a promotora, até o momento não é possível afirmar
se as pessoas cujos nomes estão envolvidos com o pagamento eram
beneficiados no esquema ou apenas foram inseridos na folha de pagamento
do poder Legislativo estadual.
Na coletiva ainda foi explicado que o esquema era rudimentar, com parte dos pagamentos sendo feito para pessoas inseridas na folha sem qualquer ato, nomeação e nem lotação. De acordo com o MP, o próximo passo da investigação é analisar todo o material apreendido.
Participaram da coletiva o procurador-geral de Justiça do RN, Rinaldo Reis Lima, a promotora de Justiça do patrimônio público Keiviany Silva de Sena e o promotor de Justiça Rafael Silva Paes Pires Galvão.
Na coletiva ainda foi explicado que o esquema era rudimentar, com parte dos pagamentos sendo feito para pessoas inseridas na folha sem qualquer ato, nomeação e nem lotação. De acordo com o MP, o próximo passo da investigação é analisar todo o material apreendido.
Participaram da coletiva o procurador-geral de Justiça do RN, Rinaldo Reis Lima, a promotora de Justiça do patrimônio público Keiviany Silva de Sena e o promotor de Justiça Rafael Silva Paes Pires Galvão.
G1/RN


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