Não chegar como favorito era uma novidade para Usain Bolt.
Por mais que tivesse a torcida a favor, por mais que tivesse o mais vitorioso
histórico de um velocista, os números não mentiam. Desta vez, Justin Gatlin
estava mais rápido, estava sobrando nas provas. Mas lendas não surgem à toa, não
se sustentam em vão.
No Ninho do Pássaro, palco em que há sete anos se firmou como
o homem mais rápido do planeta, o jamaicano voou como nunca. Não teve margem,
não teve folga nem recorde, mas teve a certeza de que ainda é o cara a ser
batido. Com 9s79, Usain Bolt deixou o americano, as dúvidas e desconfianças
para trás e sagrou-se tricampeão mundial dos 100m. Estampou um sorriso que
refletia um alívio descomunal, do tamanho de sua grandiosidade nas pistas de
atletismo.
Definitivamente foi minha prova mais difícil. A
temporada inteira foi dura, com Justin correndo muito bem, sendo rápido.
Eu sabia que não seria fácil. Estou feliz que consegui, estou
orgulhoso. Eu nunca duvidei que poderia. Como
um atleta top, se você duvidar de você mesmo, já perde a corrida. Eu
nunca duvido, conheço minha habilidade. Não foi uma corrida perfeita,
mas
consegui e fiz acontecer - celebrou Bolt.

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