Advogado Ivanildo Albuquerque Filho, faz a defesa de Ranieri Addario
O seridoense Ranieri Addario vai se apresentar na sede da
Delegacia de Polícia Federal da cidade de Patos/PB, na tarde desta
segunda-feira (24), acompanhado do advogado Ivanildo Albuquerque Filho.
Ele estava foragido desde o dia da deflagração da Operação Sete Chaves,
pela Polícia Federal. Muitas pessoas foram detidas e um dos mandados
preventivos, era contra Ranieri.
O advogado, Ivanildinho Filho, disse ao Blog Sidney Silva,
que conseguiu mostrar que não fazia sentido a manutenção da prisão
preventiva de seu cliente, haja vista toda a parte de investigação pela
Polícia Federal já ter sido concluída e o pedido formulado no Tribunal
de Justiça da Paraíba, foi acatado.
Relembre
O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da
República em Patos, na Paraíba e a Polícia Federal deflagraram, na
madrugada desta quarta-feira, 27 de maio de 2015, a Operação Sete
Chaves* com o objetivo de combater e desarticular organização criminosa
que agia na extração ilegal e comercialização da turmalina paraíba, uma
das pedras preciosas mais valiosas do mundo.
O MPF obteve oito mandados de prisão, oito medidas de sequestro de
bens móveis e imóveis, no valor de R$ 50 milhões, além de 18 mandados de
busca e apreensão que estão sendo executados, simultaneamente, por 130
policiais federais de todo o Nordeste nos estados da Paraíba, Rio Grande
do Norte, Minas Gerais e São Paulo.
A organização criminosa é formada por diversos empresários e um
deputado estadual que se utilizavam de uma intrincada rede de empresas
off shore para suporte das operações milionárias nas negociações com
pedras preciosas e lavagem de dinheiro.
Considerada uma das pedras mais caras do mundo, a turmalina paraíba
era retirada ilegalmente do distrito de São José da Batalha, no
município de Salgadinho, região do Cariri, na Paraíba, e enviada à
cidade de Parelhas, no Rio Grande do Norte, onde era “esquentada” com
certificados de licença de exploração. De lá, as pedras seguiam para
Governador Valadares, em Minas Gerais, onde eram lapidadas e enviadas
para comercialização em mercados do exterior, como Bangkok, na
Tailândia, Hong Kong, na China, Houston e Las Vegas nos Estados Unidos. Em razão de suas características particulares, de seu azul
incandescente, a gema paraibana exerce
fascínio em todo o mundo, sendo
utilizada nas joias confeccionadas por grifes nacionais (Amsterdan Sauer
e H Stern) e internacionais (Dior e Tiffany & Co UK). Estima-se que
um quilate (0,2 grama) da pedra custa em média U$ 30 mil e pode chegar a
custar até U$ 100 mil, dependendo das características da gema. O
mercado clandestino da pedra tem gerado uma movimentação milionária de
capital ilícito, no Brasil e no exterior.


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