O empresário italiano Riccardo Silva tem planos ousados para o
futebol no continente americano. Dono do Miami FC, que disputa a NASL,
considerada a segunda divisão dos Estados Unidos, e também da empresa MP & Silva,
que detém os direitos de transmissão de mais de 50 franquias
esportivas, incluindo, La Liga, Bundesliga, Barclays Premier League e a
Copa do Mundo, o italiano Silva revelou em entrevista ao site
norte-americano SBI que já entrou em contatos “com diversos
clubes top da América do Sul” para conversar a respeito do campeonato
que, segundo ele, poderá rivalizar com a Uefa Champions League.
A
ideia de Silva é reunir em um só campeonato as melhores equipes das
Américas do Sul, Central e do Norte. “Para os times dos Estados Unidos,
poder competir em um torneio oficial contra equipes do Brasil e da
Argentina, que são algumas das melhores equipes do mundo, poderia ser
algo realmente comparável à Champions League europeia”, disse.
Silva
explica que o fator que viabilizaria o campeonato e o tornaria atraente
aos clubes de todo o continente é o poder financeiro. “Poderia melhorar
muito o nível de jogo, o interesse no esporte e o investimento
financeiro no futebol nos Estados Unidos”, disse. “Espero que sigamos
nessa direção”, continuou.
O
italiano vislumbra uma capacidade de premiação semelhante à da
competição europeia. “Seria algo de 5 milhões de dólares (R$ 17 mi) para
cada clube participante e 30 milhões (R$ 105 mi) para o vencedor”,
disse. Na última temporada, a UCL pagou 12 milhões de euros (R$ 46 mi) a
cada time que chegou à fase de grupos, com adicionais conforme a equipe
avançasse no torneio – o vencedor somou ao valor base mais 15 milhões
de euros (R$ 58 mi).
Questionado se as grandes distâncias entre
países como Estados Unidos e Canadá e os principais da América do Sul,
como Brasil e Argentina, não seriam um impedimento, Silva minimizou e
disse estar pensando em soluções. Segundo ele, cada time faria no máximo
três viagens intercontinentais por ano.
“Nós estamos começando
com esta ideia, e achamos que será factível”, disse.
“Isso provavelmente
vai demorar ainda, o que não é um problema, pois nos deixa fazer tudo
melhor e com mais cuidado”, disse, explicando que não existe um prazo
para colocar o projeto em prática.


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