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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Empresário propõe criação de Champions League das Américas


O empresário italiano Riccardo Silva tem planos ousados para o futebol no continente americano. Dono do Miami FC, que disputa a NASL, considerada a segunda divisão dos Estados Unidos, e também da empresa MP & Silva, que detém os direitos de transmissão de mais de 50 franquias esportivas, incluindo, La Liga, Bundesliga, Barclays Premier League e a Copa do Mundo, o italiano Silva revelou em entrevista ao site norte-americano SBI que já entrou em contatos “com diversos clubes top da América do Sul” para conversar a respeito do campeonato que, segundo ele, poderá rivalizar com a Uefa Champions League.

A ideia de Silva é reunir em um só campeonato as melhores equipes das Américas do Sul, Central e do Norte. “Para os times dos Estados Unidos, poder competir em um torneio oficial contra equipes do Brasil e da Argentina, que são algumas das melhores equipes do mundo, poderia ser algo realmente comparável à Champions League europeia”, disse.

Silva explica que o fator que viabilizaria o campeonato e o tornaria atraente aos clubes de todo o continente é o poder financeiro. “Poderia melhorar muito o nível de jogo, o interesse no esporte e o investimento financeiro no futebol nos Estados Unidos”, disse. “Espero que sigamos nessa direção”, continuou.

O italiano vislumbra uma capacidade de premiação semelhante à da competição europeia. “Seria algo de 5 milhões de dólares (R$ 17 mi) para cada clube participante e 30 milhões (R$ 105 mi) para o vencedor”, disse. Na última temporada, a UCL pagou 12 milhões de euros (R$ 46 mi) a cada time que chegou à fase de grupos, com adicionais conforme a equipe avançasse no torneio – o vencedor somou ao valor base mais 15 milhões de euros (R$ 58 mi).

Questionado se as grandes distâncias entre países como Estados Unidos e Canadá e os principais da América do Sul, como Brasil e Argentina, não seriam um impedimento, Silva minimizou e disse estar pensando em soluções. Segundo ele, cada time faria no máximo três viagens intercontinentais por ano.
“Nós estamos começando com esta ideia, e achamos que será factível”, disse. 

“Isso provavelmente vai demorar ainda, o que não é um problema, pois nos deixa fazer tudo melhor e com mais cuidado”, disse, explicando que não existe um prazo para colocar o projeto em prática.


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