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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Fifa afasta Valcke após denúncia de esquema ilegal de ingressos da Copa

 

A Fifa anunciou que Jérôme Valcke foi afastado do cargo de secretário geral da entidade. A federação divulgou uma nota nesta quinta-feira para comunicar a saída do dirigente francês, denunciado em um esquema ilegal de venda de ingressos no Mundial de 2014. 

 Mais cedo, o "Estado de S. Paulo" e jornais de outros nove países publicaram uma reportagem com denúncias feitas pelo empresário Benny Alon, acusando o francês de lucrar indevidamente com a comercialização de uma parcela das entradas para a Copa do Mundo no Brasil.

"A Fifa anunciou hoje (quinta-feira) que o seu secretário-geral, Jérôme Valcke, foi afastado e liberado de suas funções efetivas com efeito imediato e até um novo posicionamento da Fifa. A Fifa tomou conhecimento de uma série de denúncias envolvendo o secretário-geral e solicitou uma investigação formal pelo Comitê de Ética."

Segundo as denúncias feitas por Benny Alon, empresário envolvido desde 1990 na venda de ingressos para as Copas do Mundo, Valcke teria montado um esquema para ficar com 50%¨dos lucros da comercialização de 11 mil bilhetes da edição do Mundial de 2014, no Brasil.

O negócio seria por um valor quatro vezes maior em relação ao original, e o dirigente teria arrecadado € 2 milhões (R$ 8,83 milhões, na cotação desta quinta-feira) com a operação.

O acordo teria sido firmado em março de 2013, meses após os primeiros contatos entre as duas partes. Ainda segundo o "Estadão", que ao lado dos outros nove jornais teve acesso a e-mails confidenciais trocados entre Benny Alon e Valcke, eles definiram que ingressos para jogos de muito apelo, como a final no Maracanã e todos aqueles envolvendo a seleção brasileira, teriam essas cotas com valores quatro vezes maior.

Ainda segundo o jornal, "desapareceram" 8,3 mil ingressos da Copa de 2014 que seriam vendidos pela JB Marketing, de Benny Alon. Outros 2,4 ficariam com a Fifa.

A empresa de Benny Alon tinha também um acordo com a Fifa para comercializar pacotes de bilhetes VIPs a partir da Copa das Confederações de 2013. Só que os lucros, divididos entre a companhia de Benny Alon e Valcke, sairiam principalmente do Mundial no Brasil.



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