O ex-jogador da seleção brasileira Edilson da Silva Ferreira, conhecido como Edilson Capetinha, teve o nome vinculado
ao esquema de fraudes no pagamento de prêmios de loterias da Caixa
Econômica Federal (CEF), após ter sido flagrado em escutas telefônicas
com membros da organização
criminosa. As informações são do procurador da República Hélio Telho
Corrêa Filho, do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO). O
ex-jogador nega envolvimento no crime.
De acordo com o procurador, por meio da assessoria, o telefone do
jogador foi grampeado pela Polícia Federal, após a autorização da
Justiça. Por conta do conteúdo das escutas, que ainda não foi revelado, o
Ministério Público Federal (MPF) chegou a solicitar a prisão do
ex-jogador. O pedido, entretanto, foi negado pela Justiça Federal.
O advogado de Edilson, Thiago Phileto, afirmou ao G1
que a recusa do pedido de prisão é uma evidência de que não há provas de
vinculações fraudulentas do ex-jogador com os suspeitos de envolvimento
nas fraudes. "Eu não tenho dúvida de que essa situação vai se
esclarecer. As provas que a polícia tentou vincular a Edilson são muito
fragéis. Justamente por isso, o juiz não determinou a prisão", afirma.
O advogado ressaltou que a polícia pode, de fato, ter encontrado nas
escutas telefônicas algum contato do ex-jogador com um dos presos na operação,
de prenome Eduardo. "Ligação telefônica pode ter. [Eduardo] procurou
por ele [Edílson] propondo assessoria jurídica e de imagem. É um
caça-artistas", disse Phileto, ao destacar que o contato foi
profissional e não relacionado às fraudes denunciadas.
O advogado contou que Edílson não chegou a se apresentar na Polícia Federal na sexta-feira (11), como foi anunciado.
A previsão dele é de que o ex-jogador se apresente entre segunda-feira
(14) e quarta (16). O carro apreendido também segue com a Polícia
Federal.
Apesar das denúncias, Phileto disse Edilson está sereno e consciente da
inocência. "Ele está mais precavido como nunca, buscando valorizar mais
os amigos", diz.

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