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domingo, 18 de outubro de 2015

Preso é assassinado na cadeia pública de Natal; é o 20º caso do ano

 

Um preso foi assassinado na tarde deste sábado (17) dentro do presídio provisório Professor Raimundo Nonato Fernandes, na Zona Norte de Natal. Segundo o vice-diretor da unidade prisional, o detento ainda não foi identificado. Este é 20º caso de assassinato de internos registrado somente este ano no sistema prisional do Rio Grande do Norte.

"No início da noite deste sábado, os presos começaram a bater nas grades informando que um havia morrido. Acionamos os peritos do Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep) para que eles indiquem a causa da morte e identifiquem o preso morto", falou Ivis Ferreira, vice-diretor do presídio provisório.

Este foi o segundo caso de morte no sistema prisional potiguar em pouco mais de 24 horas. Na manhã desta sexta (16), Clésio Barbosa de Souza Oliveira, de 36 anos, foi encontrado dependurado em uma pilastra na entrada do pavilhão 4 do presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta.

Em entrevista ao G1 nesta sexta, o juiz da vara de execuções penais, Henrique Baltazar, reforçou que havia possibilidade de mais outras mortes em presídios potiguares. "Em muitos casos os presos são mortos por outros detentos e eles simulam um suicídio, mas não simulam nem com tanta preocupação. Essa situação é absurda. O Estado é responsável pela vida dos presos e não está cumprindo com mais uma de suas obrigações", disse Baltzar.

"Hoje são as facções criminosas que controlam os presídios. A situação é calamitosa e eu não entendo porque o Ministério Público ainda não buscou uma intervenção federal no sistema prisional do Rio Grande do Norte", acrescentou o magistrado.
 
20 mortes em 2015
 
Este ano, segundo a Coordenadoria de Análises Criminais da Secretaria de Segurança Pública, 20 detentos já foram assassinados ou encontrados mortos em condições suspeitas dentro de unidades prisionais do estado. Com a morte registrada neste sábado (17), foram 18 somente depois de agosto, quando conflitos entre facções criminosas começaram a se intensificar nos presídios.

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