A Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) transferiu 106 presos de duas unidades prisionais do Rio Grande do Norte
nesta sexta-feira (23). As transferências obedeceram a determinação do
juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos, titular da Vara de Execuções
Penais, que nesta quinta-feira (22) definiu a separação dos detentos por
tipo de crime. A Sejuc vinha separando os custodiados nas unidades
prisionais por facção criminosa desde o início de uma série de brigas e
mortes no sistema prisional.
As transferências envolveram presos da Cadeia Pública de Natal e do Centro de Detenção Provisória da Zona Norte da capital. Dos 106 detentos transferidos, 53 homens presos por roubo foram levados do Centro de Detenção Provisória para a Cadeia Pública.
As transferências envolveram presos da Cadeia Pública de Natal e do Centro de Detenção Provisória da Zona Norte da capital. Dos 106 detentos transferidos, 53 homens presos por roubo foram levados do Centro de Detenção Provisória para a Cadeia Pública.
O caminho inverso
foi feito por outros 53 detentos custodiados no sistema prisional por
terem cometido o crime de tráfico de drogas. O juiz revelou que as
transferências envolvem apenas presos que ainda aguardam julgamento.
Ainda de acordo com o juiz, a forma que a Sejuc encontrou para evitar
conflitos dentro das unidades prisionais do estado não funciona e só
fortalece a criminalidade. "Eles não serão mais separados por facções,
mas pelos crimes que cometeram, conforme prevê o artigo 84 da LEP (Lei
de Execuções Penais)", acrescentou Baltazar.
Facções
Facções
A separação de presos por facção vem ocorrendo há pouco mais de dois
meses, quando dois grupos rivais passaram a se digladiar dentro dos
presídios. "Uma das facções nasceu a partir de um grupo que comanda a
criminalidade de dentro dos presídios de São Paulo. Aqui no Rio Grande
do Note, houve uma dissidência e os membros dessa facção fundaram um
novo grupo. Hoje, estes dois grupos disputam o poder dentro das unidades
do estado. São eles quem controlam os presídios", afirmou o magistrado.


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