À esquerda, o Gargalheiras em 2011, quando a barragem sangrou
pela última vez.; à direita, nos dias atuais, sob a seca histórica que
atinge o estado (Foto: Canindé Soares e Anderson Barbosa/G1)
As chuvas que vêm caindo com certa intensidade desde o início do ano no
interior do Rio Grande do Nortenão estão sendo suficientes para amenizar
os efeitos da estiagem histórica que assola o sertão potiguar. A prova
são os níveis das bacias potiguares, cada vez mais baixos.
De acordo com
boletim divulgado nesta terça-feira (16) pela Sala de Situação da
Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh),
em todas as grandes barragens ou açudes do estado houve queda no volume
de água armazenada. Nove reservatórios estão completamente secos.
Nas demais bacias também houve uma baixa no volume de água. Na Bacia Trairi caiu de 4,66% para 4,30%; Na Bacia Jacú passou de 4,20% para 4,10%. Já nas bacias Ceará-Mirim (17,98%) e Potengi (10,67%), os volumes se mantiveram sem alteração nestes últimos meses.
Seca histórica
O Rio Grande do Norte enfrenta a pior seca dos últimos 100 anos. Dos 167 municípios, 153 estão em estado de emergência por causa da estiagem prolongada. Atualmente, 19 cidades estão em situação de colapso no abastecimento d'água e outras 72 em sistema de rodízio.
Reservatórios
A queda no volume das bacias é reflexo da redução da água armazenada nos reservatórios. No maior deles, na Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, o nível caiu de 20,84% para 20,63%. A medição compara o nível de água existente no final de dezembro do ano passado com o volume do dia 10 deste mês, data da última verificação.
A Armando Ribeiro fica na região do Vale do Açu e tem capacidade para até 2,4 bilhões de metros cúbicos de água. Atualmente, encontra-se com pouco mais de 495 milhões de metros cúbicos. Este é um dos níveis mais baixos da história do reservatório, que foi inaugurado em 1983.


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