O Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (13) traz uma
resolução da Agência Nacional de Águas (ANA) proibindo as captações de
água diretamente do Açude Mãe ou por meio do barrilete situado junto à
galeria de tomada d’água, para fins de irrigação e aquicultura. A
determinação vale a partir da próxima segunda-feira (18) e o
descumprimento da resolução será considerado infração gravíssima e
ensejará a aplicação direta de multa e/ou embargo provisório ou
definitivo, conforme legislação pertinente.
Dentre as medidas anunciadas pela ANA está também a limitação de 400
litros por segundo para a vazão média mensal de captação no reservatório
para o Canal da Redenção, que será acompanhada por meio do
monitoramento de estação fluviométrica.
A ANA aponta fatores como a seca no semiárido brasileiro e os baixos
níveis dos açudes da bacia hidrográfica dos rios Piancó-Piranhas-Açu
para justificar a resolução, bem como a necessidade de garantir a oferta
hídrica para atendimento ao consumo humano e à dessedentação de animais
durante a atual situação de escassez, assim como as perspectivas de
ocorrência de chuvas abaixo da média no próximo período chuvoso
2015-2016 e de esvaziamento dos Açudes Curema e Mãe D’Água.
O diretor-presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da
Paraíba (Aesa), João Fernandes, considerou a medida importante,
lembrando que o Governo do Estado tem adotado medidas para garantir o
consumo humano e animal. “Diante da grave situação – atualmente estamos
com 15% de toda a reserva hídrica –, é uma medida importante, que se
soma às já adotadas pelo Governo do Estado. Temos de gerir bem os nossos
recursos hídricos para garantir o consumo humano e também animal”,
ressaltou.
Ainda de acordo com João Fernandes, atualmente o Açude Coremas está
com 8,9% da capacidade. Já o Mãe D’Água conta com 13,3% da capacidade.
“Esse açude é responsável pelo abastecimento de 29 municípios, sendo 25
paraibanos e quatro norte-rio-grandenses. Por isso, medidas como a da
ANA são fundamentais para garantir a segurança hídrica dos paraibanos e
estabelecer uma vazão adequada para abastecer o Rio Grande do Norte”,
acrescentou.

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