O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ouvido como investigado no
depoimento que prestou nesta quinta-feira (7) na Procuradoria Geral da
República (PGR), dentro de um inquérito que tramita em segredo de
Justiça no Supremo Tribunal Federal. O inquérito apura uma trama para
tentar fraudar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor
Cerveró na Operação Lava Jato, que apura desvio de recursos na estatal.
Ouvido por quatro investigadores, Lula não foi perguntado e,
portanto, não falou sobre as outras suspeitas que pesam sobre ele na
Operação Lava Jato e nem sobre as circunstâncias de sua nomeação para a
Casa Civil, que está suspensa por ordem do Supremo. Foi o terceiro
depoimento dele na Operação Jato.
O ex-presidente foi intimado a depor exclusivamente devido à delação
premiada do senador Delcídio do Amaral, que afirmou que Lula, por meio
do empresário José Carlos Bumlai, agiu para tentar evitar a delação de
Cerveró. E que um filho de Bumlai – Maurício – entregou dinheiro ao
senador para ser repassado a Cerveró.
Lula negou que tivesse uma relação próxima, de amizade, com Delcídio
do Amaral e que o envolvimento deles era apenas no âmbito partidário.
Disse também que conhecia superficialmente Nestor Cerveró e não atuou
para que ele estivesse no cargo. Negou ter participado na suposta trama
em relação ao acordo de Cerveró e de ter pedido a intervenção de Bumlai.
G1
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