O Tribunal do Júri Popular se reúne
nesta terça-feira, 18, em Mossoró/RN, para julgar o pedreiro Cláudio
Clemente de Araújo, de 48 anos, por ter matado, com um tiro de doze, o
bebê Leo Jackson Fernandes da Silva, de 2 anos, no dia 9 de novembro de
2013.
Na ocasião, também foi baleado e morreu
em seguida no Hospital Regional Tarcísio Maia o adolescente Marcelo
Augusto Nascimento Silva, que tinha 16 anos. O alvo de Cláudio Clemente
era outro adolescente, de nome Daniel Moura Faustino, de 17 anos.
Daniel foi baleado de raspão. É
testemunha no processo. O motivo do duplo homicídio e da tentativa de
homicídio é uma vingança. Segundo Cláudio Clemente, Daniel Faustino
teria “carregado” sua filha de 11 anos, no dia 7 de novembro de 2013, ou
seja, dois dias antes.
Revoltado com o fato, Cláudio Clemente
pediu o Fiesta preto emprestado ao irmão Cleiton Medeiros dizendo que ia
se mudar do bairro Planalto 13 de Maio, onde mora. Entretanto, armado
de doze e na companhia de outras duas pessoas, foi matar Daniel
Faustino.
Não consta no processo os nomes destas
outras duas pessoas que teriam participado diretamente do crime, um
dirigindo e outro apontando o local. Cláudio estava no banco traseiro do
carro e efetuou um só disparo na direção de Daniel Faustino.
O tiro de espingarda doze se espalhou e
acertou a cabeça do menino Leo Jackson. Daniel Faustino, mesmo baleado,
conseguiu fugir. Marcelo Augusto, baleado, foi socorrido, mas não
resistiu aos ferimentos e morreu quando recebia socorro médico no
Tarcísio Maia.
O caso foi apurado pelo delegado Cleiton
Pinho, da Delegacia de Homicídios, que terminou por prender o suspeito
Cláudio Clemente na Grande Natal. Aos policiais, Clemente confessou espontaneamente, em vídeo, que havia efetuado o disparo e contou as razões.
A versão de Cláudio Clemente,
confessando o duplo homicídio e a tentativa, bateu com a história que já
existia na justiça, precisamente na Vara da Infância e da Juventude.
Estes dados também fazem parte do processo, que é público e vai a Júri
Popular nesta quarta-feira, 18.
O julgamento
O julgamento será aberto às 8h pelo juiz
Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, no Salão do Tribunal do Júri
Popular no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins. As
testemunhas e o réu serão interrogados logo após o sorteio do Corpo de
Jurados.
Em seguida, o promotor de Justiça Italo
Moreira Martins fará uma exposição de 1 hora e 30 minutos defendendo as
teses pedindo a condenação do réu pelo duplo homicídio e pela tentativa
de homicídio. O advogado José Niécio Roldão da Silva fará a defesa.
Mossoró Hoje

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