A área rural acessada por quatro quilômetros de estrada de terra
dá um ar convidativo e sereno, quebrado pelo som das grandes trancas de
ferro.
A música "Aleluia" na entrada e as muitas frases remetendo a Deus
e perdão recebem quem visita a Apac de Santa Luzia, na região
metropolitana de Belo Horizonte, onde o goleiro Bruno, hoje com 31 anos,
está preso há oito meses.
No regime fechado, o canto do ex-futuro
camisa 1 é a cama dois da cela 18 do bloco 3. Um dos 68.810 presos do
estado de Minas Gerais, Bruno cumpre pena de 22 anos e três meses pela
morte de Eliza Samúdio em 2010.
Mas, com a progressão por dias
trabalhados, a liberdade poderá ser respirada já em 2018, segundo seus
cálculos. Bruno está sem advogado no momento, mas juristas consultados
pela reportagem atestaram ser possível que o goleiro consiga o regime
semiaberto em 2018, como o próprio almeja.

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