Numa cidade do interior do Piauí,
a falta de dinheiro tem outro motivo. São João do Arraial tem pouco
mais de sete mil habitantes e a vida é bem diferente da maioria das
cidades. A resposta para a maioria está na ponta da língua: cocal.
O cocal é uma moeda que só circula no município. Com esse dinheiro as pessoas pagam contas, recebem salários, Bolsa Família e até fazem empréstimos.
“A moeda é segura porque é inclusive aprovada pelo Banco Central e para cada cocal circulando no nosso município, nós temos R$ 1 no banco dos cocais”, explica João Alves da Cruz, controlador do município.
O cocal é uma moeda que só circula no município. Com esse dinheiro as pessoas pagam contas, recebem salários, Bolsa Família e até fazem empréstimos.
“A moeda é segura porque é inclusive aprovada pelo Banco Central e para cada cocal circulando no nosso município, nós temos R$ 1 no banco dos cocais”, explica João Alves da Cruz, controlador do município.
Há oito anos, São João do Arraial não tinha nenhuma agência bancária.
Foi aí que surgiu o Banco dos Cocais e a moeda própria. Antes os
moradores precisavam ir para as cidades vizinhas para ter acesso a
serviços bancários. Com isso, o dinheiro acabava não circulando dentro
do município.
Hoje os comerciantes só comemoram.
“O pessoal gasta aqui o cocal porque só vale aqui no município“, diz o comerciante Antônio de Molo Lima.
Hoje os comerciantes só comemoram.
“O pessoal gasta aqui o cocal porque só vale aqui no município“, diz o comerciante Antônio de Molo Lima.
O cocal já representa cerca de 30% do dinheiro que circula na economia
do município. E até comerciantes de outros estados já perceberam que,
para se dar bem nos negócios é preciso receber a moeda local.
Seu Vitoriano, que é do Ceará, conhece bem esta história. Uma vez na semana ele vende frutas e verduras na feira da cidade.
“Se eu não receber eu vendo pouco. E recebendo ele eu vendo mais”, disse.
“Se eu não receber eu vendo pouco. E recebendo ele eu vendo mais”, disse.
Bom para a economia e também para a segurança dos moradores. Assaltos
só foram dois em 2015. E o efetivo policial é de três homens por
plantão.
O sargento Oliveira, responsável pela segurança, não descuida
das rondas, mas confirma que a moeda é mesmo uma boa ajuda,
“Eu acho que chama menos a atenção dos bandidos”, disse.


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