O Ministério Público do Rio do Grande (MPRN) ingressou com nova Ação
Civil Pública (ACP) contra a prefeita de Ouro Branco, Maria de Fátima
Araújo, que mesmo condenada pela Justiça, voltou a fazer contratos
irregulares.
O MPRN, por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de
Jardim do Seridó, pede na ACP de responsabilização pelo cometimento de
atos de improbidade administrativa, que a Justiça condene a ré às
penalidades legalmente cabíveis além da obrigação de pagar as custas
judiciais e sucumbenciais. A ACP foi impetrada na Vara de Direito da
Comarca de Jardim do Seridó.
As penalidades estão previstas no art. 11, caput e incisos II
(retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício) e V
(frustrar a licitude de concurso público), da Lei 8.429/92:
ressarcimento integral do dano, se houver; perda da função pública;
suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos; pagamento de
multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo
agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber
benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou
indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja
sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

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