O
Reino Unido decidiu, em consulta à população, sair da União Europeia
(UE), tornando-se o primeiro membro a deixar o bloco europeu desde a sua
fundação.
O Brexit, nome dado pela mídia ao referendo que decidiu pela saída,
um acrônimo de Britain Exit, teve 52% dos votos para deixar a UE
(“leave”) e 48% pela permanência (“remain”, em inglês). O referendo
ocorreu ao longo de toda a quinta-feira (23) e a apuração terminou na
madrugada desta sexta-feira.
A decisão já está derrubando as bolsas de valores pelo mundo e a
moeda britânica, a libra, sofre a maior queda ao menos desde o grande
ataque especulativo de 1992, quando teve de ser retirada o sistema
cambial europeu.
Outro efeito colateral importante da saída britânica é o estímulo a
decisões semelhantes em todo o continente europeu, onde o
descontentamento com a economia em geral e a União Europeia em
particular deve gerar uma onda em favor de referendos separatistas.
O resultado do referendo ainda terá de virar lei pelas mãos do
parlamento britânico e entrar em vigor, o que pode ainda levar mais dois
anos para efetivar a saída do bloco, mas as chances de a decisão
popular ser mudada são praticamente nulas, segundo especialistas.
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