Joaquim, Dr. Joaquim, Ministro Joaquim, parabéns! Embora nesses
últimos trinta e um anos somente vez por outra nossos caminhos tenham se
cruzado, em cada ocasião pudemos nos abraçar como antigos camaradas,
mais vinculados do que permitiria supor a mera relação de advogado e
cliente que nos colocou juntos, pela primeira vez, em 1981. Respeito e
admiração tenho por Vossa Excelência desde então. Éramos ambos, então,
bastante jovens – eu com 32, Vossência com 27 – esbanjando disposição
para enfrentar boas e aguerridas disputas.
Você, Joaquim, se não me
engano, deixara há não muito o cargo de Oficial de Chancelaria no
Itamaraty. Fiquei sabendo,depois, que por aquela época havia também
prestado o concurso para o Instituto Rio Branco, tendo sido aprovado em
todas as etapas acadêmicas. Menos numa, a de entrevista conduzida por
não se sabe quem – se funcionário do Governo ou por representante de um
tal de instituto IPSO – que à época prestava serviços de psicologia
aplicada ao MRE.
Passei pelas mesmas entrevistas e só posso dizer uma
coisa: eram inteiramente subjetivas e despropositadas. Pareciam ter
alvos predeterminados, em particular aqueles que proventura não se
encaixassem nos estereótipos tradicionais então prevalecentes na Casa de
Rio Branco. Mas assim gira o mundo. A incompetência de quem o
entrevistou, Ministro Joaquim, resultou indiretamente num serviço
histórico à Nação.

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