A crise na saúde pública do Estado ganhou um novo capítulo. Alegando
problemas pessoais, a diretora-geral da maior unidade de atendimento
médico do Rio Grande do Norte, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel
(HMWG), pediu exoneração ontem. Apesar do pedido, a médica Maria de
Fátima Pereira Pinheiro continua no cargo até que o Governo do Estado
anuncie o nome do substituto. "Não aguentava mais a pressão. Estava
ficando doente, vivo rouca", disse a diretora que está na função desde
junho do ano passado.
Essa é a terceira mudança na direção do HMWG em pouco mais de dois anos
da atual administração estadual. Para pedir exoneração, Fátima Pinheiro
afirmou que estava com problemas de saúde oriundos da rotina estressante
à frente do hospital. "Além da superlotação, que foge à minha
competência, tive problemas com ordens judiciais assinadas por juízes
que não conhecem a realidade do Walfredo. Chegava uma demanda jurídica
que não suportava mais. Isso acarretou problemas de estresse. Não
aguentei", colocou.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN), Geraldo Ferreira, o pedido de exoneração da diretora é mais uma prova do "descuido do Governo do Estado com a saúde pública". O médico afirmou que a diretora teve boa vontade no cargo, mas não contou com o apoio da administração estadual. "Há uma covardia do Governo com os diretores do Walfredo e das demais unidades médicas. Eles convidam para assumir a função e promovem o sucateamento dos hospitais. Não há apoio algum", disse.
Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN), Geraldo Ferreira, o pedido de exoneração da diretora é mais uma prova do "descuido do Governo do Estado com a saúde pública". O médico afirmou que a diretora teve boa vontade no cargo, mas não contou com o apoio da administração estadual. "Há uma covardia do Governo com os diretores do Walfredo e das demais unidades médicas. Eles convidam para assumir a função e promovem o sucateamento dos hospitais. Não há apoio algum", disse.

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