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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Crise leva diretora-geral do HWG a pedir exonoração

Depois de sete meses à frente da direção-geral, Fátima Pinheiro diz que não suportou a presssão 
 
A crise na saúde pública do Estado ganhou um novo capítulo. Alegando problemas pessoais, a diretora-geral da maior unidade de atendimento médico do Rio Grande do Norte, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), pediu exoneração ontem. Apesar do pedido, a médica Maria de Fátima Pereira Pinheiro continua no cargo até que o Governo do Estado anuncie o nome do substituto. "Não aguentava mais a pressão. Estava ficando doente, vivo rouca", disse a diretora que está na função desde junho do ano passado.
 
Essa é a terceira mudança na direção do HMWG em pouco mais de dois anos da atual administração estadual. Para pedir exoneração, Fátima Pinheiro afirmou que estava com problemas de saúde oriundos da rotina estressante à frente do hospital. "Além da superlotação, que foge à minha competência, tive problemas com ordens judiciais assinadas por juízes que não conhecem a realidade do Walfredo. Chegava uma demanda jurídica que não suportava mais. Isso acarretou problemas de estresse. Não aguentei", colocou.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN), Geraldo Ferreira, o pedido de exoneração da diretora é mais uma prova do "descuido do Governo do Estado com a saúde pública". O médico afirmou que a diretora teve boa vontade no cargo, mas não contou com o apoio da administração estadual. "Há uma covardia do Governo com os diretores do Walfredo e das demais unidades médicas. Eles convidam para assumir a função e promovem o sucateamento dos hospitais. Não há apoio algum", disse.
 
 

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