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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Rogério Mariz aguarda estudo sobre “ajustes na remuneração”

 

O titular da pasta de Obras Públicas e Infraestrutura, secretário Rogério Mariz ainda não decidiu se irá permanecer no cargo. A decisão  - que pode culminar com a primeira mudança no alto escalão da gestão Carlos Eduardo  - passa, entre “outros motivos pessoais”, pelo ajuste na remuneração. Profissional de carreira da Companhia de Água e Esgotos do  Rio Grande do Norte, Mariz está cedido ao Município e permanece recebendo os vencimentos  pela Companhia - abrindo mão do salário de secretário de R$ 9,2 mil, uma vez que não pode, por lei, ser cumulativo. 

Um termo de cooperação técnica a ser celebrado entre a Prefeitura e a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande (Caern) seria, segundo Mariz, a forma para resolver o impasse. “Assim não perderia as promoções funcionais”, disse. Ou seja, o termo garante receber gratificação, auxílio alimentação e plano de saúde, que no sistema de cessão, são subtraídas dos vencimentos do servidor durante período que estiver à disposição do Município. “Hoje recebo líquido cerca de R$ 5,7 mil”, disse.

Fontes da  TN na Caern dão conta de que cerca de cinco servidores estão cedidos a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado, por meio de termo de cooperação técnica.

O modelo de cessão por cooperação técnica, explica o procurador geral do Município, Carlos Castim, e aplica a casos de  extensão das atividades exercidas no órgão de origem, dentro das atribuições técnicas. “Não é usual, fora da cessão, esse tipo de termo para ocupar um cargo público ou atender interesses individuais. Assim ele viria como técnico. Mas é preciso analisar”, antecipou. Até o final da tarde de ontem, Castim desconhecia se a Prefeitura teria consultado a Caern.

O procurador-geral adjunto interino, Marcos Pinto, ressaltou ser necessário analisar o estatuto da concessionária - empresa de economia mista. “Nesse caso não é regido pelo estatuto do servidor do Estado”, asseverou.

A assessoria de imprensa da Caern alegou não ter tempo hábil para fazer o levantamento das informações.



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