Dos
15 anos em que foi a estrela das vinhetas de Carnaval da Globo, de 1990
a 2005, Valeria Valença guarda o essencial: a habilidade de sambar com
saltos altíssimos, a desenvoltura profissional com que posa para fotos e
a relação de 20 anos com o marido, o designer austríaco Hans Donner.
Do
resto da experiência como Globeleza – purpurina e lantejoulas em
quantidades industriais, muita pele exposta e paciência para ter o corpo
pintado por mais de 30 horas, a dançarina de 43 anos mantém boas
lembranças, mas “distância saudável”.
A ex-musa fez uma volta ao passado para contar sua trajetória no
livro “Valeria Valenssa. Uma Vida de Sonhos”, (Editora Tinta Negra).
“Eles disseram assim: Valeria, queremos te dispensar porque o Brasil tem
muitas mulheres bonitas. Vamos te substituir.
E o Hans do meu lado. (…)
Ele ficou tão nervoso! Já eu não tive reação. E, sem me dar conta
direito de que era uma situação imposta, de que era um fato consumado,
ainda perguntei: Mas eu não posso pensar?.
Eles responderam: Você não
tem que pensar, nós já decidimos. Foi desse jeito. Eu não estava
preparada.” Na opinião da dançarina, os quilos ganhos na gestação do
segundo filho -na época ela estava pesando 70 kg e enquanto era a
estrela das vinhetas se mantinha com 49- foram a razão para o corte.
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