Uma mensagem nas redes sociais na tarde do último sábado causou
preocupação sobre um suposto desaparecimento do jornalista Jorge Kajuru.
O tuíte foi publicado por um perfil que aparenta ser do jornalista,
assinado por um produtor, dizendo que ele estaria sumido. Advogado e
assessores não conseguem contato com o mesmo desde o último sábado. Os
três, no entanto, ainda evitam usar as palavras sumiço e
desaparecimento.
“Sou produtor e redator do Kajuru. Socorro, ele
está desaparecido desde as 14h do sábado. Tudo muito estranho'', foi a
mensagem publicada. Por meio da mesma rede social, o produtor ainda
pediu ajuda para divulgar o caso e deixou um telefone para contato.
“Quem tiver informação dele, por favor ligue no (62) 98146-3203″,
completou.
O boato logo se espalhou pela internet. O UOL Esporte
entrou em contato com a assessoria e advogado do jornalista, que
revelaram que Kajuru não estava em Goiânia. Ele estaria em São Paulo,
onde estaria cuidando de um problema na vista. Depois, ainda seguiria
para o Rio de Janeiro antes de voltar para Goiânia, onde reside. Não há
informações de ele ter desembarcado na capital carioca, mas a equipe do
jornalista evita falar em sumiço.
“Como diz um ditado popular:
cachorro que já foi picado por cobra, tem medo de linguiça. Não
conseguimos contato e isso é preocupante por todo cenário que envolve
ele. Porém, não podemos falar em sumiço, desaparecimento ou algo do
tipo. Ele pode simplesmente ter ido passar o final de semana em algum
lugar. Estou mandando várias mensagens e ele não responde”, disse seu
advogado, Luciano Almeida.
Ainda segundo o advogado, Kajuru não
tem pai, mãe esposa e nem filhos. E foram amigos dele ligados ao partido
político PRP (Partido Republicano Progressista) em São Paulo quem lhe
procuraram preocupados dizendo que o jornalista não atende ligações e
nem responde mensagens desde sábado.
“Soube disse hoje (domingo)
mais cedo, quando a filha do presidente do PRP me ligou falando. Como
são as pessoas mais próximas dele, ficaram preocupados. Não registramos
nada na polícia e vamos aguardar até amanhã para ver o que faremos”,
completou.
Pedro Ivo Almeida
Do UOL, no Rio

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